Edição #20 — Meio de 2026
"A crise do BRB deixou de se limitar ao balanço da instituição e passou a envolver decisões do Governo do Distrito Federal. O atraso de pagamentos pelo caixa distrital para preservar um banco sob pressão suscita debate sobre prioridades públicas. Por um lado, há quem defenda que medidas emergenciais podem evitar uma deterioração financeira com efeitos sobre o crédito e a economia local. Por outro, fornecedores, servidores e cidadãos podem suportar custos decorrentes dessas decisões, o que exige transparência, motivação administrativa e observância do interesse público. Bancos públicos exercem funções que o mercado nem sempre atende, como crédito habitacional e financiamento de infraestrutura. Essa atuação pode justificar medidas destinadas a preservar o BRB como patrimônio do Distrito Federal. Ao mesmo tempo, críticos argumentam que qualquer aporte, garantia ou postergação de despesa deve ser acompanhado de informações sobre a origem das perdas, os riscos existentes e as decisões que contribuíram para o quadro atual. Governança, controle institucional, devido processo legal e prestação de contas são requisitos para conciliar a continuidade do banco com a proteção dos recursos públicos. A situação da saúde do Distrito Federal amplia a controvérsia sobre a alocação de recursos. Em julho, uma sequência de mortes levou a própria governadora a admitir o sucateamento da rede. Não se pode concluir que cada valor destinado ao banco seria automaticamente transferido aos hospitais, pois os orçamentos e as obrigações possuem regras específicas. Ainda assim, há quem sustente que caixa, capacidade administrativa e prioridade política são limitados, enquanto outros ponderam que a desestabilização do BRB também poderia afetar receitas, empregos e políticas públicas. A Constituição exige que essas escolhas respeitem os direitos fundamentais, a legalidade orçamentária e a responsabilidade dos entes no âmbito do federalismo. A preservação do interesse público pode envolver tanto a continuidade de uma instituição financeira estratégica quanto a manutenção dos serviços essenciais. Auditoria independente, divulgação tempestiva das exposições do banco, apuração de responsabilidades e apresentação de um plano com custos, fontes de financiamento e mecanismos de controle podem permitir avaliação pelos órgãos competentes e pela sociedade, respeitada a separação de Poderes. Cabe ao leitor formar seu próprio juízo sobre a conveniência das medidas adotadas, à luz dos fatos disponíveis e dos princípios do Estado de Direito, da transparência e da proteção dos direitos fundamentais."
Da redação
Ver arquivo →
FMI reduz previsão de crescimento global para 3% em 2026, mas eleva projeções para Brasil e China
O FMI revisou para baixo, em julho, sua previsão de crescimento da economia mundial para 2026, a 3%, citando a guerra no Oriente Médio e riscos de fragmentação comercial, mas melhorou as projeções para Brasil e China.

União Europeia recua parcialmente e reformula o AI Act
Em julho de 2026, a União Europeia aprovou a primeira reforma do AI Act desde sua criação em 2024, adiando parte das obrigações mais rigorosas do regulamento e sinalizando concessões à pressão da indústria de tecnologia por regras menos restritivas.

Agricultura de precisão e inteligência artificial ajudam a reduzir uso de agrotóxicos no campo
Startups agtechs brasileiras exportam soluções digitais para monitoramento de lavouras. Agricultura de precisão e inteligência artificial ajudam a reduzir uso de agrotóxicos no campo
Vozes desta edição

Petrobras bate recorde e Nubank busca licença bancária
A Petrobras amplia produção em 15% no primeiro semestre e o Nubank compra o Porto Real para obter licença bancária própria no Brasil.

Férias de julho, frio no Sul e a reta final do Mundial
Coluna de turismo da edição de 2026-07 da Revista da Capital: férias de julho, frio no sul e a reta final do mundial, com panorama de destinos, tendências e novidades do setor de viagens.
Dois anos de corrida da IA: o que mudou de verdade na vida das pessoas
Um balanço de como a inteligência artificial generativa deixou de ser novidade para se tornar parte invisível do cotidiano, com ganhos reais e riscos que seguem em aberto.

O que fica: sentido, gratidão e a coragem de continuar
Uma coluna de encerramento de ciclo sobre construir sentido de vida mesmo em meio às incertezas.
Edições recentes
Arquivo mensal desde dezembro de 2024.
Assine grátis
Receba a nova edição no início de cada mês e alertas quando publicarmos algo na sua seção.
Quero assinar





